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A taxa de desemprego brasileira passou de 14,1% (14,1 milhões) no trimestre encerrado em novembro para 13,9% (13,9 milhões) no trimestre encerrado em dezembro, seguindo sua trajetória de quedas leves mas marcando o maior valor para o ano desde 2012. Frente ao trimestre anterior houve melhora de 0,7 p.p., enquanto o número ficou 19,7% acima do resultado para o mesmo período de 2019.

Entre os destaques está o número de empregados sem carteira assinada, que teve aumento de 10,8% frente ao trimestre encerrado em novembro e representa agora 10 milhões de pessoas. Além disso, a taxa composta de subutilização (28,7%) caiu 1,6 p.p. em relação ao trimestre móvel anterior, a taxa de informalidade chegou a 39,5% da população ocupada e o percentual de pessoas desalentadas teve leve decréscimo de 0,2 p.p. frente ao trimestre móvel anterior e fechou o ano em 5,5%.

Esse é o quarto mês consecutivo de queda na taxa de desemprego, que é medida através de trimestres móveis. É importante notar que a queda da taxa de desemprego se dá em meio ao avanço da segunda onda de COVID que, diferente dos EUA e da Europa, segue forte. Ademais, o mercado de trabalho se beneficiou do relaxamento das restrições, que apesar de sofrer endurecimento após as eleições seguiram mais leves e possibilitaram que o comércio se mantivesse aberto. Por último, devemos nos manter cautelosos para os próximos resultados em razão dos possíveis impactos que o fim do auxílio emergencial e o efeito sazonal de fim de ano podem causar no indicador.

 

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