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PIB brasileiro em baixa

O PIB brasileiro fechou o ano de 2020 com recuo de 4,1%, o maior da série histórica iniciada em 1996. No 4T20, houve crescimento de 3,2% frente o trimestre anterior e queda de 1,1% ante o mesmo período de 2019.

Em um ano marcado pelos efeitos drásticos causados pela pandemia, apenas a Agropecuária apresentou expansão ao marcar +2% enquanto a Indústria e os Serviços, que juntos representam 95% do PIB, retraíram 3,5% e 4,5%, respectivamente.

Na Indústria, a Construção foi a pior atividade do agregado ao recuar 7% em 2020. As Indústrias de Transformação (-4,3%) também tiveram forte contração. Já nos Serviços o destaque negativo foram as Outras atividades de serviços (-12,1%), que incluem os principais serviços afetados pela pandemia, como restaurantes, hotéis e academias.

Após o resultado de 2020, o Brasil tem uma nova “década perdida”, muito pior que a registrada entre os anos de 1981-90. Enquanto o crescimento médio do PIB na década de 80 foi de 1,6%, o crescimento médio do PIB entre 2011-20 foi de apenas 0,3%, marcando dez anos praticamente estagnados e o pior resultado para uma década em 120 anos. Olhando para 2021, ainda vemos um cenário complicado para o primeiro trimestre, que segue impactado por um alto número de novos casos de COVID e um novo endurecimento das restrições, além do fim do auxílio emergencial. Por outro lado, as expectativas são mais otimistas para o 2T21, mas principalmente para o segundo semestre do ano, onde é esperada uma recuperação mais acentuada.

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