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Paralisação de montadoras brasileiras pressiona produção

A produção industrial brasileira recuou 2,4% em março frente a fevereiro, marcando o segundo mês consecutivo de queda. Na projeção anual, entretanto, houve alta de 10,5%, sétimo resultado positivo seguido e maior desde junho de 2010.

No mês, as indústrias voltaram a sofrer com o avanço da pandemia, que resultou nas restrições mais severas até então. Em função disso, dez montadoras paralisaram suas produções temporariamente para contribuir com a menor circulação de pessoas, mas também pressionadas pela falta de insumos e queda na demanda. Como consequência, a principal influência negativa veio de veículos automotores, reboques e carrocerias, que apresentou retração de 8,4% e acumula queda de 15,8% no 1T21.

Outros destaques negativos do mês foram a confecção de artigos do vestuário e acessórios (-14,1%), outros produtos químicos (-4,3%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,4%).

Apesar do maior impacto em março, podemos ver nova pressão dos veículos em abril, visto que algumas montadoras permaneceram paralisadas até a segunda semana do mês. Ademais, mesmo com o relaxamento das restrições devemos seguir vendo a indústria com maiores dificuldades em razão da escassez de insumos, queda na demanda e inflação recorde.

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