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7 RAZÕES PARA NÃO TROCAR A BOLSA PELA RENDA FIXA

 

 

Não faz muito tempo que o Brasil era conhecido como “país dos rentistas”. Muita gente enriqueceu vivendo de renda obtida dos títulos públicos e privados que, por muito tempo, entregaram retornos muito acima da inflação. Os “rentistas” obtinham um ótimo retorno correndo um risco relativamente pequeno.

Para se ter uma ideia, em 1997, a Selic chegou a algo próximo de 45% ao ano e a inflação, 5% a.a. Os juros reais eram de quase 40%. Numa situação como essa, o investidor praticamente dobra o capital em dois anos. Não surpreende que, nesse cenário, o número de empreendedores na economia e investidores na bolsa fosse tão baixo: para que enfrentar a volatilidade da renda variável ou os problemas de abrir um negócio se emprestar dinheiro ao governo era tão rentável?

Nos últimos anos, a situação mudou. O juro caiu para seu menor patamar (ano passado teve mínima de 2% a.a). Investidores atrás de altos retornos precisavam migrar para a bolsa ou abrir um negócio. Mas, em 2021, as pressões inflacionárias estão levando o Banco Central a subir a taxa de juros. Em agosto, a Selic chegou a 5,25%. Muitos analistas do mercado projetam que a taxa deve chegar a 8% até o final do ano.

Enquanto isso, o Ibovespa está em queda e tem fechado abaixo de 116 mil pontos.

Isso tem levado muitos investidores a se perguntar: “É hora de voltar para a renda fixa?”

A resposta é simples e enfática: NÃO! E por quê?

Listamos sete motivos para não se desesperar e continuar acreditando na bolsa, ou, no mínimo, desconfiar da renda fixa.

Retornos da bolsa superam a inflação

Historicamente, podemos ver que o desempenho do Ibovespa supera a inflação (gráfico abaixo). A tática de comprar boas empresas na baixa e reinvestir os lucros costuma funcionar no longo prazo. E, mais do que proteger seu patrimônio da alta de preços, proporciona ganhos de capital.


Fonte: Economatica

Renda fixa entrega retornos reais negativos

A inflação dos últimos 12 meses chegou a quase 9,30% em agosto. Com a Selic em 5,25%, o retorno de um título que acompanha a Selic é negativo. Quando o juro real é negativo, a renda fixa não pode ser pensada dentro de uma estratégia de multiplicação de capital. Também é importante ressaltar que a inflação de cada pessoa é diferente e costuma ser muito mais alta do número que os índices como o IPCA apresentam. É por esse motivo que o megainvestidor Luiz Barsi criou o trocadilho “perda fixa” para renda fixa.

Alta da Selic não é sinônimo de queda da bolsa

Quando o Banco Central aumenta a taxa de juros, está esfriando a atividade econômica, já que encarece empréstimos e financiamentos, e direciona recursos para a compra de títulos que poderiam ser usados na economia real. Na prática, a alta de juros “tira” dinheiro de circulação. Alguns setores são, de fato, prejudicados. Por exemplo, uma varejista cujos clientes compram no crediário costuma ser afetada de algum modo. E empresas que demandam capital para investimento também. Mas muitas empresas conseguem se manter lucrativas nesse cenário. E é importante lembrar que as empresas negociadas na bolsa brasileira estão entre as melhores e mais competitivas do país. Muitas têm lucros até em períodos de recessão.

Há setores da bolsa que se beneficiam com a alta da Selic

Empresas do setor financeiro, como bancos e seguros, não costumam lamentar aumento dos juros. Pelo contrário. Os lucros costumam subir acompanhando a Selic.

Mesmo com juro real positivo, os retornos serão menores

Excetuando o passado de juros reais acima de dois dígitos, normalmente a renda fixa entrega retornos menores. É assim no mundo e, acreditamos, será assim no Brasil. Via de regra, as grandes histórias de enriquecimento via investimentos ocorrem quando as pessoas se tornam sócias de empresas eficientes e lucrativas ou que sabem aproveitar a volatilidade dos preços ao seu favor. Então, mesmo que o juro real volte a ser positivo, faz sentido manter parte do capital em renda variável – desde que seu objetivo seja multiplicação de patrimônio.

O momento do Ibovespa é favorável

Apesar da queda recente na bolsa, que bateu 130 mil pontos em junho e atualmente oscila perto dos 118 mil pontos, as projeções são boas. O nosso cenário base prevê que o Ibovespa encerre o ano aos 144 mil pontos e 177 mil pontos no cenário otimista. Já no cenário pessimista, o índice fecha aos 110 mil pontos. Ou seja, a relação risco/retorno é favorável. Quando se leva em consideração os lucros das empresas, pode-se dizer que a bolsa está relativamente barata (saiba mais aqui). Então, não faz sentido algum zerar as posições na bolsa para sair correndo atrás de CDBs, debêntures ou títulos do Tesouro Direto.

O investidor pode acessar ativos e bolsas internacionais

Há diversas maneiras de o investidor se expor a empresas estrangeiras, como ETFs e BDRs, que são negociados na B3, ou comprando ações de empresas diretamente em bolsas de outros países. Então, mesmo que a situação esteja ruim no Brasil, é possível diversificar o risco e aproveitar bom momento de outros mercados – e obter retornos reais acima dos títulos de renda fixa.

Importante ressaltar que não queremos dizer aqui que você não deva ter títulos de renda fixa em sua carteira investimentos. Nós, da Benndorf, sempre recomendamos sempre alguma exposição.

Quando a renda fixa faz sentido?

A vocação da renda fixa é abrigar as reservas de emergência, que todo investidor deve ter. Trata-se do dinheiro que pode ser acessado a qualquer momento para cobrir alguma despesa inesperada. O dinheiro destinado para reserva de emergência, em hipótese alguma deve estar aplicado em renda variável (que oscila e é imprevisível) e, tampouco, em investimentos de renda fixa com baixa liquidez. Há CDBs com carência de até alguns anos. Imagine precisar sacar o dinheiro e só então descobrir que ele está preso até 2025?

A nossa missão é te ajudar a investir melhor. A bolsa de valores não é só Ibovespa. Existem infinitas oportunidades. Nós sabemos que nem todo mundo tem tempo e até mesmo vontade de acompanhar o mercado. Foi pensando nisso que nós criamos as carteiras recomendadas da Benndorf.

Nossos analistas monitoram diariamente todas as variáveis, notícias e indicadores, sempre à procura das melhores oportunidades – pra você. E sabe qual a melhor parte? Nós somos a casa de Research com o melhor índice de acerto do país. Vem investir com quem entende do assunto.

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