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BRASIL – Combustíveis pressionam IGP-M

Como relatamos ontem no relatório macro, os combustíveis pressionaram o IGP-M de março, que teve alta de 2,94% no mês, pouco abaixo dos 3,05% esperados mas acelerando frente os 2,52% de janeiro. No ano, o índice acumula alta de 8,26% e de 31,1% nos últimos 12 meses. Em março de 2020, o índice havia subido 1,24% e acumulava alta de 6,81% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,56% em março frente 3,28% em fevereiro. Para o grupo de Bens Finais, o principal contribuinte foi o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -0,86% para 0,72%. Já para os Bens Intermediários, os combustíveis e lubrificantes para produção foram o subgrupo de maior impacto ao avançar 18,33% no mês, ante 6,77% do mês anterior.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,98% em março, ante 0,35% em fevereiro. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (1,45% para 3,97%), que foi puxado pela gasolina, cuja taxa passou de 4,42% para 11,33%.

O Índice Nacional de Custo de Construção, por sua vez, subiu 2% em março, ante 1,07% em fevereiro. O INCC foi influenciado pelo avanço dos subgrupos Materiais e Equipamentos e pela Mão de Obra.

Embora o IGP-M tenha registrado alta um pouco mais leve que as expectativas, os números acumulados já surpreendem negativamente, visto que o índice já soma mais nos 3 meses iniciais de 2021 do que somava nos 12 meses encerrados em março de 2020. Além disso, essa é a maior taxa para o mês de março desde 1994. Ressaltamos que o IGP-M é um dos principais indexadores de contratos do cotidiano, com destaque para aluguéis, planos de saúde, tarifas públicas (pedágios, água, energia) e mensalidades escolares, de modo que a contínua alta do índice deve afetar esses contratos.

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