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IBOV 121 MIL PONTOS! CHEGAMOS AO FUNDO DO POÇO?

Depois de renovar as máximas e superar os 130 mil pontos, em junho, o Ibovespa perdeu força e opera no patamar de 121 mil pontos – queda de 7% em quase dois meses. E agora? A bolsa está barata e é hora de ir às compras? Ou estamos longe do fundo do poço? A resposta é: O momento é de um otimismo moderado.

Sim, é o tipo de resposta que ninguém gosta. Mas é a verdade. No patamar de 121 mil pontos, a bolsa não está tão barata, mas muito menos cara quando se olha o chamado P/L, que é a relação entre o preço da ação de uma empresa e o lucro que ela gera.

Atualmente, o P/L das ações que compõem o Ibovespa está em 16 vezes, ou seja, o preço da ação corresponde a 16 vezes o seu lucro. Desde 2006, o Ibovespa operou com múltiplos abaixo de 15 em poucos momentos. A média dos últimos 10 anos é o Ibovespa negociado a múltiplos de 19. Olhando esse indicador, a possibilidades de retornos superam os riscos. Basta o P/L voltar às médias para as ações se valorizarem. Entretanto, há alguns riscos que não garantem esse retorno no curto prazo. E agora é momento de entendê-los.

Por que a bolsa caiu?

Desde junho, o Ibovespa vem perdendo força e rompendo suportes importantes. Dois fatores explicam a queda:

1 Alta de juros: Depois de atingir a mínima de 2% ao ano em agosto do ano passado, a Selic (a taxa de juros básica da economia) iniciou uma sequência de altas para conter a inflação, que superava as metas. No dia 5 de agosto, subiu para 5,25% a.a. Especialistas dizem que pode encerrar o ano acima de 8% a.a.

Quando o Banco Central aumenta a Selic, esfria a atividade econômica. Juros altos tornam mais caros os investimentos para aumentar a produção (que muitas vezes dependem de empréstimos) e tiram o apetite dos consumidores para compras. Menos vendas significa menos lucro. E menos lucro significa perda de valor de mercado das empresas. A alta dos juros aumenta a atratividade dos investimentos em renda fixa, que passam a pagar mais. E isso tende a tirar o apetite dos investidores da bolsa.

2 Instabilidade política: O populismo do governo federal azeda o humor dos investidores. Por quê? Governo populista abre os cofres – gasta mais. Só que a situação fiscal do governo está longe de permitir aumento de gastos. Normalmente, o aumento da dívida de países com moeda fraca como o Brasil resulta em aumento de inflação e, em consequência, alta dos juros. Isso é péssimo para a atividade econômica.

Além disso, há uma disputa política em Brasília envolvendo o governo federal e os poderes Legislativo e Judiciário. Essa animosidade diminui a chance de aprovação de reformas fundamentais para o crescimento do Brasil no longo prazo. Estamos falando principalmente da Reforma Tributária, da Reforma Administrativa e do pacote de privatizações. Mas há outras, menores, mas importantes. Sem elas, a vida das empresas se torna mais complicada (o que prejudica os lucros) e o quadro fiscal do governo piora.

E o que pode fazer a bolsa subir?

Como dissemos lá em cima, a bolsa a 121 mil pontos é um ponto de compra interessante. O risco em relação ao retorno não está elevado. E há dois motivos para acreditar que isso possa acontecer.

1 O avanço da vacinação: depois de um começo ruim, os governos estão finalmente vacinando a população. Vacinar as pessoas permite a volta à normalidade: gente nas ruas, viajando, passeando… E comprando!
2 Recuperação econômica: depois de cair 4,1% ano passado, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de tudo que é produzido no país, é de alta acima de 5% em 2021. Isso é um indicativo de que as empresas estão produzindo e vendendo mais.

E então, o que fazer?

Os 121 mil pontos são um ponto de suporte importante. O rompimento desse suporte pode abrir espaço para novas quedas – para até 116 mil pontos. Mas, se superar os 126 mil pontos, abre espaço para altas mais fortes. A Benndorf trabalha com três cenários para o final do ano:

Pessimista: Ibovespa encerra o ano aos 110 mil pontos.
Base: Ibovespa encerra o ano aos 144 mil pontos.
Otimista: Ibovespa encerra o ano aos 170 mil pontos.

Como se pode notar, há motivos para o otimismo moderado que foi dito acima. Quando a bolsa chegou a 65 mil pontos, como no ano passado, praticamente qualquer compra resultaria em lucros. No patamar atual, é preciso cuidados. Ou seja, saber quais empresas são atraentes.

A palavra é seletividade.

E para te ajudar ainda mais, nossos analistas separaram alguns setores que consideramos promissores para os próximos meses:

– Bancos, que se beneficiam da alta da Selic e que já tinham preços atraentes
– Seguradoras, que, com a alta de juros melhoram o resultado financeiro
– Setor industrial e logístico, que pode se beneficiar com a recuperação econômica.

A nossa missão é te ajudar a investir melhor. A bolsa de valores não é só Ibovespa. Existem infinitas oportunidades. Nós sabemos que nem todo mundo tem tempo e até mesmo vontade de acompanhar o mercado. Foi pensando nisso que nós criamos as carteiras recomendadas da Benndorf.

Nossos analistas monitoram diariamente todas as variáveis, notícias e indicadores, sempre a procura das melhores oportunidades – pra você. E sabe qual a melhor parte? Nós somos a casa de Research com o melhor índice de acerto do país. Vem investir com quem entende do assunto.

Ficou curioso? Entra em contato com a gente, vai ser um prazer te ajudar!

 

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