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Ibovespa em queda livre e a importância da diversificação dos investimentos

Em Os Axiomas de Zurique, Max Gunther lista as regras que, segundo ele, são o “segredo” do sucesso de banqueiros suíços, um país conhecido pelos chocolates, relógios – e por ter um dos maiores e mais robustos sistemas financeiros do mundo. Uma delas é bastante polêmica: “resista à tentação das diversificações”. Segundo Gunther, a diversificação é ruim: ao mesmo tempo que dilui o risco, dilui os lucros. O resultado seria uma grande e longa estagnação, já que a alta de um ativo é anulada pela queda de outro.

Este texto tem o objetivo oposto: defender a estratégia de diversificações.

Sim, de fato: se alguém está muito convicto de que um ativo vai subir e não tem medo da queda, o “all in” pode ser justificado. Mas lembre-se: para cada caso de sucesso, há dezenas de fracassos – gente que saiu do mercado porque resolveu posar de “arrojado”. E geralmente quem perde não sai por aí alardeando prejuízo…

Quem acreditou nos oráculos do bull market e apostou todas as fichas no Ibovespa está sofrendo com o derretimento da bolsa brasileira. Se há pouco tempo vivíamos a euforia pelos 100 mil pontos, agora vemos, com algum estarrecimento, o índice se aproximar dos 100 mil – depois de superar os 130 mil pontos em meados do ano.

Enquanto o Ibovespa despenca, mercados de outros países operam em alta. O S&P 500 subiu pouco mais de 20% em 2021. No dia 21 de outubro, o índice fechou em novo recorde. O Dow Jones, outro índice do mercado americano, também opera perto das máximas.

Por lá, as bolsas sobem impulsionadas pelos bons resultados financeiros apresentados pelas empresas. Por aqui, é mais uma vez o governo provocando mais uma crise que afeta as empresas e os investidores.

A queda do Ibovespa reflete a desconfiança dos investidores com o cenário político brasileiro. Dessa vez não se trata apenas de temores de que o “caldo vai entornar”. O caldo entornou. A proposta do presidente Jair Bolsonaro em aumentar para R$ 400 o benefício do Auxílio Brasil até o final de 2022 e conceder uma ajuda de R$ 400 a caminhoneiros implode a regra do teto de gastos, criada em 2016 para evitar o descontrole dos gastos públicos e o aumento da dívida pública. E, de quebra, piora a já ruim situação fiscal do país.

Há algum tempo a Benndorf alerta os investidores sobre os riscos de curto prazo no mercado brasileiro. Para proteger a carteira, incluiu, no dia 1º de julho, o IVVB11, ETF que replica o S&P 500. Desde o início da posição, o IVVB11 subiu perto de 15%, ajudando a carteira Absolute 15 a ter uma alta de 3,71% desde janeiro, ante uma queda de 4,90% do Ibovespa – diferença de 9%.

Há pouco tempo, escrevemos aqui que em alguns momentos proteger os investimentos é mais importante – e sensato – do que buscar grandes lucros. Ao diversificar a carteira olhando para mercados internacionais, é isso que estamos fazendo.

Para diversificar, é preciso estar atento a inúmeros fatores – e, também regiões. A bolsa brasileira oferece inúmeras oportunidades, mas é pequena na comparação com o mercado de capitais global.

Hoje, o mercado americano está mais atrativo que o brasileiro – por isso nossa exposição via IVVB11. Enquanto eles vivem um momento positivo, nós estamos em meio a uma crise que pode demorar para passar.

Quer saber como diversificar?

Nós sabemos que nem todo mundo tem tempo e até mesmo vontade de acompanhar o mercado. Foi pensando nisso que nós criamos as carteiras recomendadas da Benndorf.

Nossos analistas monitoram diariamente todas as variáveis, notícias e indicadores, sempre à procura das melhores oportunidades – pra você. E sabe qual a melhor parte? Nós somos a casa de Research com o melhor índice de acerto do país. Vem investir com quem entende do assunto.

Ficou curioso? Entra em contato com a gente, vai ser um prazer te ajudar!

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