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Inflação americana nas máximas

A inflação americana avançou 0,8% em abril, superando com facilidade as expectativas de alta de 0,2%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula 4,2%, número muito maior que os 2,6% registrados em março e bem acima das projeções de 3,6%. Além disso, esse também é o maior resultado para a inflação do país desde o período encerrado em setembro de 2008. Por fim, o núcleo da inflação, que desconta alimentos e energia, teve alta mensal de 0,9% e anual de 3%, as maiores em 39 anos e 24 anos, respectivamente.

O grande destaque foi a alta de 10% no índice de carros e caminhões usados, a maior taxa mensal já registrada na série histórica, que teve início em 1953, e que representou mais de 1/3 do resultado total para o mês de abril. Ademais, o índice de alimentos expandiu 0,4%, enquanto o índice de energia teve leve queda.

Após mais um resultado forte, a inflação dos Estados Unidos segue a todo vapor, puxada pela forte onda de demanda que contrasta com a escassez de oferta e disrupções nas cadeias de suprimentos. Ao mesmo tempo, a reabertura da economia, favorecida pela alta taxa de vacinação, aliada aos generosos estímulos fiscais devem continuar impulsionando o consumo e a retomada econômica. Na ponta política, a pressão inflacionária está sendo usada de argumento contrário ao pacote de infraestrutura proposto por Biden.

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