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INFLAÇÃO EUROPEIA RENOVA MÁXIMAS

A prévia da inflação da Zona do Euro para outubro registrou aumento de 0,8% frente a setembro, maior avanço desde março. Na comparação anual o indicador passou de 3,4% para 4,1%, máxima desde julho de 2008. O núcleo da inflação, que desconsidera os itens energia e alimentação, álcool e tabaco, avançou 2,1%.

Novamente a energia se destacou como o item de maior variação, tanto na comparação mensal (5,5%) como anual (23,5%). Entre meses, os itens que seguiram foram os bens industriais não energéticos (0,8%) e alimentação, álcool e tabaco (0,3%). Os serviços mantiveram-se estáveis frente a setembro, mas vieram em segundo lugar entre anos ao variar 2,1%.

Tendo em vista a notável diferença entre o indicador padrão e o núcleo, e a baixa variação dos alimentos no período, é possível ver como o impacto da energia na inflação europeia vem sendo brutal ao longo dos últimos 12 meses ao contribuir com metade do resultado. Dito isso, esperamos certo alívio na inflação nos últimos 2 meses do ano já que o preço do gás natural está desacelerando graças ao discurso amigável de Putin, mas reforçamos cautela com relação à oferta russa. Por fim, reforçamos a inflação ausente nos serviços, enquanto a indústria registra variação recorde na série histórica do PPI, que teve início em 1982.

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