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IPCA-15 ainda nas máximas

O IPCA-15 marcou alta de 0,48% em fevereiro, o maior valor para o mês desde 2017, quando o indicador teve alta de 0,54%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,26% e nos últimos 12 meses de 4,57%.

Dos nove grupos pesquisados, seis apresentaram alta no segundo mês do ano, com destaque para os Transportes, que tiveram o maior impacto no resultado (+0,22 p.p.). Já a maior variação veio do grupo Educação, que expandiu 2,58% e impactou em 0,15 p.p. O grupo Alimentação e bebidas, por sua vez, desacelerou frente a janeiro ao passar de 1,53% para 0,56% e alterar o resultado em 0,12 p.p. Do lado das quedas, o grupo Habitação foi o destaque ao retrair 0,74%.

Os Transportes foram impactados principalmente pela alta dos combustíveis, com destaque para a gasolina, que contribuiu com 0,17 p.p. ao subir 3,52% e marcar o oitavo mês consecutivo de alta.

Os alimentos, que vinham até então sendo os grandes vilões, perderam a posição de destaque em fevereiro, mas é importante ressaltar que os preços dos chamados “bens de consumo saciado”, que não têm suas demandas afetadas pela renda, seguem crescendo, fato que segue pressionando a inflação. Com a meta de inflação para 2021 em 3,5% e o IPCA-15 já acumulando 1,26% nos 2 primeiros meses do ano, vemos as curvas de juros mais curtas também sendo alavancadas (3,51% e 5,29% para 2022 e 2023, respectivamente) para amenizar o cenário de juro real negativo. Simultaneamente, devemos ver reflexos negativos na bolsa e na recuperação, além de uma apreciação cambial.

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