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IPCA brasileiro desacelera mas segue muito acima da meta

O IPCA de abril avançou 0,31%, número marginalmente acima das expectativas de 0,3% mas que marca forte recuo frente ao resultado de 0,93% de março. No ano, o indicador acumula alta de 2,37% e, nos últimos 12 meses, de 6,76%.

No mês, o maior impacto e a maior variação vieram de Saúde e cuidados pessoais, que registrou alta de 1,19% e impactou o resultado total em 0,16 p.p., influenciado pelo reajuste de até 10,08% no preço de medicamentos. A segunda maior contribuição (0,09 p.p.) veio de Alimentação e bebidas, que acelerou frente ao mês anterior (0,4% x 0,13%).

Após vários resultados fortes, a inflação pisa no freio com força em abril, aliviando um pouco a pressão inflacionária de curto prazo, o que favorece o consumo e a retomada econômica. Por outro lado, a inflação acumulada em 12 meses é a maior em 4 anos e meio e já explode o limite superior da meta de inflação (5,25%), o que reforça a cautela em torno dos preços e o impacto que a inflação pode ter no médio prazo. Por fim, a nova alta da taxa Selic e a intenção do Bacen de promover novo ajuste de 0,75 p.p. em junho devem ajudar a conter os preços.

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