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O QUE É TAPERING? E por que ele impacta a bolsa brasileira

Faz algum tempo que o “tapering” nos Estados Unidos, e como isso pode impactar a nossa bolsa de valores, é um dos assuntos mais comentados nos noticiários e matérias sobre investimentos e finanças.
Este texto tem como objetivo explicar o que é o tapering e porque ele é (sim, é) algo relevante para o mercado de capitais não apenas brasileiro, mas mundial.
Mas antes de entender o que é tapering, é importante saber o que é o quantitative easing.

O que é quantitative easing?

O termo quantitative easing se refere a políticas de autoridades monetárias, que são os bancos centrais de cada país (ou grupo de países, no caso da União Europeia), para estimular a atividade econômica.
Os QE costumam ser implantados em momentos de recessão, quando o nível de produção cai e o desemprego aumenta.
O QE é como um “doping legal” na economia.

Como funciona o quantitative easing?

Explicando de forma simples, os estímulos à economia ocorrem quando o um banco central recompra títulos públicos que estão no mercado.

Qual o efeito prático do QE?

Quando a autoridade monetária recompra uma grande quantidade de títulos públicos, está injetando dinheiro na economia. Mais dinheiro circulando aquece a economia.
Outro efeito da recompra de títulos é a queda na taxa de juros na economia. Juros menores diminuem o custo de empréstimos e financiamentos e estimulam os investimentos na economia real. Pense numa pessoa que quer comprar uma casa ou numa empresa que precisa de capital para ampliar a produção. Em que cenário isso fica mais fácil? Com taxa de juros a 50% ao ano ou a 5% ao ano?

Quando o QE foi usado?

O quantitative easing foi amplamente utilizado a partir da crise do sub-prime em 2008 por autoridades monetárias da Europa, Japão e Estados Unidos. Para evitar uma recessão, bancos centrais estimularam a economia através da injeção de dinheiro.

Recentemente, com a pandemia provocada pela Covid-19, o QE voltou a ser uma ferramenta para estimular a atividade econômica, principalmente nos Estados Unidos.

Certo. Mas, afinal, o que é o tapering?

O tapering é a redução gradual dos estímulos de bancos centrais para reaquecer a economia. É o fim do quantitative easing.

O tapering costuma ser anunciado pela autoridade monetária quando a economia dá sinais de recuperação – quando dados de vendas, produção e emprego melhoram.

Fazendo uma analogia, seria como um adulto que deixa de ajudar um bebê quando sente que ele consegue andar sozinho.

Como o tapering funciona?

O tapering costuma ser acompanhado de perto pelos agentes do mercado e é algo muito bem comunicado pelas autoridades monetárias.
Na prática, ocorre quando os bancos centrais diminuem a quantidade de dinheiro para a recompra de títulos.

Por que o tapering é importante?

Quando bancos centrais continuam a estimular a economia via expansão monetária em períodos de alta do PIB, há um  desequilíbrio. Os principais efeitos são:

  • Inflação
  • Bolhas de ativos (ações, imóveis, por exemplo)
  • Economia superaquecida
No caso dos Estados Unidos, país do dólar, moeda mais importante no mundo e com o maior mercado de capitais do planeta, notícias sobre o tapering recebem muita atenção dos agentes do mercado.

Qual o efeito do tapering nos investimentos?

Quando bancos centrais realizaram QEs, injetaram recursos nas economias. Boa parte do dinheiro foi usada na compra de ativos, como títulos de tesouro e títulos lastreados em hipotecas. Como já está claro, esse movimento provocou alta nos ativos. E não é por acaso que bolsas de diversos países recentemente renovaram constantemente suas máximas.

Com o tapering, o efeito ainda é incerto. É importante ressaltar que, até hoje, nenhum banco central conseguiu implementar um tapering de fato, uma vez que todos continuam com políticas monetárias expansivas. O que houve até agora foram reduções pontuais e anúncios sobre diminuição de estímulos monetários.

Mas acredita-se, a partir das evidências, que os investidores reagirão de forma negativa com o tapering. Ou seja, os preços dos ativos podem cair.

E a bolsa brasileira?

Existe uma ideia comum dentre muitos investidores que aumentos de juros nos Estados Unidos impactam negativamente a bolsa brasileira. Se os juros americanos sobem, os investidores dos Estados Unidos tendem a deixar seu dinheiro dentro de casa, afinal o risco é muito menor do que um país emergente, como o Brasil. Um dos efeitos disso é menos dólar circulando na nossa economia, fazendo com que o real se desvalorize, e menos fluxo para a nossa bolsa.

É fato que, no curto prazo, a retirada de estímulos pode desagradar os investidores que estão (há anos) acostumados com o “dinheiro fácil do FED”. Porém, o impacto pode variar muito dependendo do grau de redução desses estímulos e como ele é comunicado pela autarquia.

Ou seja, não há um “manual” para “surfar” esse novo catalisador de mercado e é por isso que você pode contar com os profissionais da Benndorf para captar tanto as oportunidades desse evento (já detectamos os possíveis beneficiados) como detectar riscos e proteger o seu patrimônio.

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