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Por que as notícias sobre inflação no mundo estão impactando as bolsas?

Nos últimos tempos, parte do noticiário de economia e finanças está repleto de notícias sobre a alta de preços no Brasil e outros países, especialmente Estados Unidos.

Hoje (10/11), o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,9% em outubro, acima dos 0,6% esperados pelo mercado. Na base anual, a alta é de 6,2%.

No Brasil, O IBGE também divulgou o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), que subiu 1,25% em outubro, batendo 10,67% em 12 meses e 8,24% no ano. É a maior variação registrada para o mês de outubro, com os nove grupos de produtos e serviços apresentando alta.

Segundo o último Boletim Focus do Banco Central (08/11), o IPCA deve fechar 2021 com alta de 9,33% – muito acima do centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, 3,75%.

Cada atualização dos índices de inflação gera volatilidade no mercado. Por que isso acontece?

Listamos três razões para isso:

1 – A alta da inflação corrói a renda das pessoas e lucro das empresas: Há quem acredite que, quando os preços aumentam, os “empresários” lucram mais. Isso até pode acontecer, mas é algo raro e difícil de ser apontado, afinal, processos inflacionários significam uma alta generalizada dos preços, num processo que não gera vencedores. A inflação nada mais é do que a perda do valor do dinheiro: todos saem perdendo com ela. Os assalariados, que perdem poder de compra; e os empresários, que podem sofrer queda nas vendas e nos lucros.

2 – Alta da inflação leva a aumento nos juros: Uma das armas básicas dos bancos centrais para conter o aumento dos preços é via taxa de juros: juros mais altos tendem a esfriar a atividade econômica e, em consequência, a inflação. Simplificando: quando as pessoas estão consumindo, estão aumentando a demanda e pressionando a oferta. Quando a demanda é maior que a oferta, os preços tendem a subir. Juros mais altos encarecem empréstimos e financiamentos para pessoas e empresas: as pessoas se veem menos tentadas a contrair crédito para comprar um carro ou imóvel; as empresas engavetam planos de aumentos de produção que demandem empréstimos. Tudo isso significa menor crescimento econômico.

3 – Alta dos juros provoca migração nos investimentos: Seja sincero: se o Brasil tivesse juro real de dois dígitos, você estaria encarando o sobe-e-desce do preço das ações das empresas listadas em bolsa? Menos provável. Aliás, parte da impopularidade dos investimentos em renda variável no Brasil pode ser explicada pelos juros historicamente altos. Cada vez que o Banco Central aumenta os juros, está tirando o incentivo dos investimentos em bolsa e aumentando a atratividade das aplicações de renda fixa.

Aqui é importante lembrar que os grandes investidores e os investidores institucionais buscam agir para se antecipar ao mercado. Por isso, quaisquer sinais de alta de preços provocam volatilidade na bolsa.

E por que a alta nos preços nos Estados Unidos impacta a bolsa brasileira?

Qualquer notícia envolvendo a maior economia do mundo tem reflexos globais – e ainda mais em mercados emergentes como o brasileiro. Alta dos preços nos EUA levam o FED, o banco central americano, a aumentar os juros. As treasures dos EUA são tidas como investimentos extremamente seguros.

Quando elas remuneram mais, os investidores tendem a retirar o capital de mercados emergentes, que são considerados de maior risco, e alocá-lo nos Estados Unidos.

A alta de preços também tem influência na decisão do FED de retirar os estímulos à economia americana, o famoso tapering, que também impacta o mercado financeiro global. O presidente do FED, Jerome Powell, já sinalizou que ao final do mês de novembro os estímulos injetados na economia serão reduzidos de USD 120 bilhões mensais para USD 115 bilhões, marcando o início do tapering.

É por isso que os investidores, mesmo aqueles sem exposição aos mercados externos, prestam atenção aos dados de inflação dos Estados Unidos: os ativos que eles detêm na B3 podem sofrer desvalorização.

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